PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO REDE MUNICIPAL DE ENSINO ALAGOINHAS

PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO REDE MUNICIPAL DE ENSINO ALAGOINHAS
Mais Educação

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Operações e Ideias



OPERAÇÕES E IDEIAS
ADIÇÃO: adição envolve a idéia de juntar, acrescentar, reunir elementos.
Ex.: Num viveiro do Zoológico Animal Feliz vivem 24 periquitos e 17 canários. Quantas aves estão nesse viveiro?
SUBTRAÇÃO: para construir o conceito de subtração é preciso considerar duas idéias e quatro situações:
1ª idéia: Idéia subtrativa - resto
Essa idéia corresponde às situações em que um grupo de elementos é dado, retirando-se uma determinada quantidade e pergunta-se: Quanto resta? Quanto ficou?
Ex.: No Zôo Animal Feliz havia 325 animais. Depois de tratados foram devolvidos à natureza 67 animais. Quantos animais ficaram no zoológico?
2ª idéia: Idéia comparativa - falta/ diferença/ parte de um grupo
Essa idéia encerra três situações distintas, mas que envolvem a comparação entre dois grupos de elementos.
* Falta: determinada uma quantidade inicial de elementos, define-se uma quantidade menor dos mesmos elementos. Pergunta-se: Quanto falta para a quantidade inicial?
Ex.: O funcionário do zoológico encomendou 150 quilos de alimentos. Nesta semana foram entregues 85 quilos de alimentos. Quantos quilos de alimentos ainda faltam ser entregues?
* Diferença: situação em que um grupo tem uma quantidade x e o outro tem uma quantidade y de elementos. Pergunta-se: Qual a diferença entre os grupos? Qual tem mais? Qual tem menos?
Ex.: No zoológico há 126 aves e 57 mamíferos. Qual é a diferença entre o número de animais desses grupos?
* Parte de um grupo: definida uma quantidade de elementos com características diferentes, pergunta-se: Se tantos elementos são assim, quantos são de outra forma?
Ex.: Foram encomendados 150 quilos de alimentos entre carne e frutas. Se 37 quilos são de carne, quantos quilos são de frutas?
MULTIPLICAÇÃO: a multiplicação está associada ao produto cartesiano de dois conjuntos e pode envolver três idéias.
1ªidéia: Idéia da adição de parcelas iguais.
Essa idéia corresponde à representação da tabuada como sendo a lei do número. Também podemos explicar essa idéia através da representação retangular utilizando papel quadriculado. Essa representação auxilia na construção da tabuada e prepara o aluno para entender a área de figuras planas.
Ex.: No Zôo Animal Feliz tem 5 viveiros. Em cada viveiro estão 28 aves. Quantas aves vivem nesses viveiros?
2ªidéia: Idéia do Raciocínio Combinatório
Essa idéia de combinação corresponde à representação da tabuada como sendo a combinação de uma determinada quantidade com diferentes grupos/conjuntos.
Ex.: No cartaz de comes e bebes do Zôo aparecem 5 alimentos: pastel, bolo, empada, sanduíche e torrada e 4 bebidas: café, água, suco e refrigerante. Quantas combinações de um alimento e uma bebida podem ser feitas?
3ª idéia: Idéia de Proporcionalidade
A idéia de proporcionalidade constitui um dos temas de maior importância no ensino da Matemática, pois é a partir dele que se formam as noções de razão, proporção, regra de três, entre outras.
Ex.: Para alimentar 2 macacos foram dadas 6 bananas. Quantas bananas serão necessárias para alimentar 9 macacos?
DIVISÃO: o conceito de divisão deve ser trabalhado com duas idéias distintas.
1ªidéia: Idéia da divisão em partes iguais
Essa idéia está ligada à formação de grupos com a mesma quantidade de elementos.
Ex.: O zoológico Animal Feliz dispõe de 3 monitores que acompanham os visitantes.Chegaram no zôo 60 alunos. Sabendo que foram formados grupos com o mesmo número de alunos, quantos alunos cada monitor acompanhou?
2ª idéia: Idéia da medida
Essa idéia nos leva a calcular o “quanto cabe” uma quantidade em outra.
Ex.: O funcionário do zôo precisa guardar 252 frutas em caixas. Quantas caixas serão necessárias para que ele possa guardar 28 frutas em cada caixa?
BIBLIOGRAFIA:
www.educar.sc.usp.br/matematica
www.novaescola.abril.com.br/planos
Revista do professor –Abr/Jun 2002
BORTOLOTTO, Ângela.Matemática de 1ª a 4ª séries: uma abordagem metodológica.Caxias do Sul:EDUCS, 1988.
KAMII, Constance. Desvendando a Aritmética. São Paulo: Papirus,2003.
LORENZATO, Sérgio. Para aprender Matemática. Campinas, São Paulo: Autores associados, 2006. e

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Jogos para trabalhar a construção do número




JOGO DO TABULEIRO
- Material: tabuleiro individual com 20 divisões, um dado com pontos ou numeração, material de contagem para preencher o tabuleiro (fichas, tampinhas, etc).
- Aplicação: cada jogador, na sua vez, joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. Os jogadores devem encher seus tabuleiros.

JOGO TIRANDO DO PRATO

- Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada criança), dado.
- Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezam-se jogando o dado, retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato primeiro.


 BATALHA


- Material: baralho de cartas de ÁS a 10.
- Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem.
- Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte.
- Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar).

 LOTO DE QUANTIDADE

- Material: dado com pontos, cartelas com desenhos da configuração do dado e fichas para marcar as cartelas sorteadas.
- Aplicação: cada jogador recebe uma cartela com três desenhos que representem uma das faces do dado. Na sua vez, joga o dado e se tiver na sua cartela um desenho IGUAL ao da face sorteada, deve cobri-la com a ficha. Termina quando alguém cobrir os três desenhos da sua cartela.


JOGO DO 1 OU 2

- Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2).
- Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas (olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa a vez. Jogar até esgotar as partes.

SACOLA MÁGICA

- Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade).
- Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos).

. FORMANDO GRUPOS

- Material: apito, cartazes com números escritos.
- Aplicação: as crianças se espalham em um lugar amplo, até que se toque o apito. A professora mostra um cartaz com o número e as crianças deverão formar grupos com os componentes de acordo com o número dito.
- Discutir: quantos conjuntos? Quantas crianças ficaram de fora?


O QUE É, O QUE É?

- Material: uma sacola e os blocos lógicos (sugiro 4 peças diferentes).
- Aplicação: Selecionar as peças colocadas dentro do saco e mostrar às crianças. A criança coloca a mão no saco e através do tato identificará a forma que tateou. À medida que forem retiradas do saco, perguntar quantas ainda faltam.
- Variação: a professora coloca a mão, descreve e as crianças tentam adivinhar. Ex.: tem quatro lados do mesmo tamanho (quadrado).

DEZ COLORIDOS
 - Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis.

- Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os canudinhos do grupo.
- Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc.

Quando trabalhar a Letra Cursiva


Letra Cursiva- Quando Trabalhar?
É necessário que a criança use apenas a letra "BASTÃO" (Imprensa maiúscula) nas suas primeiras experiências com a escrita, porque é mais fácil de ser traçada e reconhecida. Ainda que possivelmente ela já tenha contato com outros tipos de letras em outros ambientes ou portadores de texto, as atividades de salas de aula e os registros devem ser feitos sempre com letra "BASTÃO".

Não é preciso variar os tipos de letra, pois o importante é que a criança estabelize/fixe suas hípóteses sobre escrita. Muitos tipos de letras neste caso confundem e dificultam o processo de alfabetização. Á medida em que as crianças avançam em suas hipóteses da escrita (a maior parte do grupo estiver na hipótese Silábico-alfabático - Ex: CAVALO = CAVLO - Parte da palavra se aplicando ao nível silábico, representando uma sílaba com uma letra; e parte da palavra no nível Alfabético representanto a sílaba com todos os seus fonemas), pode-se apresentar outros tipos de letras, sem contudo exigir que escrevam com elas. A apresentação deve ser feita aproveitando palavras significativas, tudo de maneira informal sem se preocupar com repetições, treinos, evitando as letras avulsas.
O ideal é que a letra cursiva aconteça no segundo semestre da Alfabetização
(1ª Série Introdutória - crianças de 06 anos), quando boa parte da turma estiver no nível Afabético da escrita(EX: CAVALO = CAVALO correspondência entre fonemas e grafemas, a criança compreende que todos os fonemas devem ser representados por uma letra). A letra cursiva por usar linhas onduladas e entrelaçadas, exige um maior esforço do aluno, que com certeza ao começar a aprender o seu traçado , terá a sua atenção voltada apenas para os aspectos gráficos e mecânicos da escrita, por isso quando a criança já está alfabética este processo fica mais fácil, pois ela não precisa se preocupar como se escreve "as palavrinhas" a sua preocupação agora é só com o traçado a letra cursiva.
É importante que as atividades para a aprendizagem da letra cursiva não se limitem a cópias e não sejam repetitivas ou cansativas. O professor deve ser criativo e propor atividades variadas, como reescrita de cantigas (que não sejam extensas), versinhos, receitas etc. Não se preocupe se a letra do seu aluno é "bonitinha" ou "redondinha", a nossa letra faz parte da nossa identidade, e identidade não se muda... É por isso que o nosso Documento de Identidade é assinado por nós, pois ninguém tem a letra igual, a nossa assinatura serve para nos identificar. Diante disso como você pode exigir que todos os alunos tenham o mesmo tipo de letra? Lembre-se que a letra cursiva dos seus alunos deve ser legível, mas não idealizada como "bonitinha", "redondinha" e "levemente tombada para a direita"!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Proposta de atividade construção do número

A CONSTRUÇÃO DO NÚMERO

Segundo Constance Kamii, "O objetivo para "ensinar" o número é o da construção que a criança faz da estrutura mental do número. Uma vez que esta não pode ser ensinada diretamente, o professor deve priorizar o ato de encorajar a criança a pensar ativa e autonomamente em todos os tipos de situações.
Uma criança que pensa ativamente, à sua maneira, incluindo quantidades, inevitavelmente constrói o número. "A tarefa do  professor é a de encorajar o pensamento espontâneo da criança, o que é muito difícil porque a maioria de nós foi treinada para obter das crianças a produção de respostas certas"

2-Desenvolvimento:
Nós professores, devemos fazer as coisas acontecerem, conduzir as crianças ao pensamento reflexivo, colocando todas as coisas em todos os tipos de relação.
Devemos propor pensamentos com autonomia
Exemplos de atividades desenvolvidas na demonstração dos números.

Boliche
Consiste em contar quantas garrafas será colocado, quantas cada um derrubou quem ganhou etc..

Cartela Quadriculada
Cada jogador (ou cada dupla) tem a sua cartela. Joga o dado e coloca as tampinhas.Ganha quem, preencher a cartela primeiro.

Encaixe de caixas de fósforos
Várias caixas de fósforos; na parte de fora o desenho de quantidades representadas e, na parte de dentro numeral. Separar as caixas nas mesas de trabalho. Ganha o jogo o grupo que encaixar primeiro, combinando os números com suas quantidades respectivas.

Jogo da bandeja
É necessário que cada criança tenha uma bandeja ou caixa de papelão contendo 15 objetos, que podem ser sucatas as mais variadas, e um dado tradicional adaptado com relevo ou de material emborrachado.
Cada criança jogará o dado, na sua vez, retirando de sua bandeja a quantidade de objetos indicadas pelo dado. Ganhará o jogo quem primeiro conseguires vaziar a bandeja.
Pode-se usar o princípio da reversibilidade e da mesma forma encher novamente a bandeja. Também é possível chamar a atenção para o tempo gasto na atividade.

Ovos recheados
 Os materiais necessários são: caixas de ovos, um dado tradicional com um bom relevo e um recipiente com grãos para cada aluno. As caixas deverão ser divididas em fileiras de 6 cavidades que serão marcadas de 1 a 6. Para jogar, cada aluno, na sua vez, lançará o dado e conforme o número indicado, por exemplo, se for 4, ele terá que colocar 4 grãos na cavidade que simboliza o número 4. Ganhará o jogo quem conseguir preencher primeiro todas as cavidades, ou o jogo terminará quando todos concluírem a atividade.

Proposta de Atividade

Proposta de atividades sobre o Sistema de Numeração Decimal

1-    COLEÇÕES
•    Organizar objetos para a contagem
•    Conceber a contagem como recurso para quantificar e comparar quantidades.
•    Interpretar (ler) números;
•    Grafar números;
•    Experimentar diferentes estratégias de cálculo;
•    Estratégias de cálculo;
•    Sequência numérica oral escrita;

O trabalho com as crianças:
- Apresentar às crianças diferentes coleções ( site ).
- Escolha do objeto a ser colecionado.
- Contagem termo a termo.
-Contagem e controle da coleção: diferentes formas de anotar.
- Registro das quantidades: diário e total.
- Problemas a partir das quantidades da coleção.
- Critérios para agupar os objetos colecionados.
-Elaboração de uma tabela.
- Registros nos cadernos.
-Propor situações de cálculo, contagem, registro e leitura de 
 números  em pequenos grupos e com o grupo todo.

2 - A récita e a contagem
- Iniciar a récita a partir de outro número que não seja o 1. Parar de recitar em determinado número. Recitar em ordem crescente e decrescente, de dois em dois, etc.
- Recitar não é contar. Contar é mais que a recitação em ordem numérica. Implica na correspondência termo a termo entre o conjunto dos objetos que vão  ser contados e os  nomes dos números.

Uma criança sabe contar quando:
- Determinar para cada objeto a ser contado uma palavra somente uma, que é o nome do número que devem ser pronunciado numa ordem fixa.
- Reconhecer que o último nomeado da série utilizada durante a contagem corresponde à quantidade total de objetos.
-Reconhecer que a ordem dos conjuntos contados não afeta o resultado da contagem.

3 – “A rua de todo mundo”: As crianças anotam os números das casas em cartões. Na classe organiza “a rua de todo mundo”. Estabelecer critérios.
4 –Trabalho com fita métrica. Ex.: copiar da fita métrica os números terminados em 4 – 5 e 6.  Copiar os números de 2 em 2 até 20.
5 – Jogos diversos: de tabuleiro, pular corda, quicar a bola, amarelinha.
6 - Número oculto.
7- Quadro numérico: Copie do quadro numérico a terceira coluna ou a quarta linha ou a diagonal. Descubra os números que estão ao redor do número 35.
8 – Dia do brinquedo. Contagem e classificação.
9 - Resgatar o vocabulário matemático: sucessor antecessor,  escreva por extenso e não “escreva como se lê”, linha, coluna, diagonal, trocar e não “emprestar”, “vai um”.
10 – Base 10: uso do ábaco aberto, fechado, cartaz de pregas, Material Dourado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Projeto de Trabalho na perspectiva do Programa Mais Educação


Quais as principais características de um Projeto de Trabalho na perspectiva do Programa Mais Educação?

O Programa Mais Educação busca mobilizar e articular pessoas e recursos para a formação integral dos alunos, favorecendo a integração das diversas iniciativas educativas sob uma adequada concepção de autonomia e parceria. Nesse sentido, o acesso às experiências da vida comunitária e da cidade, o reconhecimento e a valorização da pluralidade de saberes e das distintas formas de conhecimento exige a construção de uma cultura de cooperação e de diálogo, assim como um trabalho coletivo. Na escola, o trabalho pedagógico na forma de Projeto de Trabalho pode contribuir para esses objetivos, porquanto se baseia na ação coletiva, na potencialização de recursos e na descoberta e construção de novas possibilidades de aprender. Os Projetos de Trabalho buscam romper com a desarticulação entre os conhecimentos escolares e a vida real, a fragmentação dos conteúdos, o protagonismo exclusivo do professor nas atividades educativas, a não participação efetiva dos alunos e a avaliação exclusivamente final, centrada nos conteúdos.
De forma geral, podem-se destacar algumas características do Projeto de Trabalho, a partir de algumas questões como: 

Por quê?
  • ressignificar o espaço escolar
  • desartificializar a escola: de auditório para laboratório
  • oportunizar aprendizagens significativas
  • promover a produção e a circulação da informação por diferentes meios e fontes
Para quê?
Romper com
  • o isolacionismo da escola
  • a fragmentação das experiências educativas
  • a desarticulação entre os conhecimentos escolares e a vida real
  • a fragmentação dos conteúdos
  • o protagonismo exclusivo do professor nas atividades educativas
  • a não participação efetiva dos alunos
  • a avaliação exclusivamente final, centrada nos conteúdos assimilados

Como?
Articulando e integrando
  • conteúdos disciplinares
  • problemas contemporâneos
  • concepções dos alunos
  • interesses de estudantes e professores
  • diferentes espaços da comunidade e da cidade
  • tempos e espaços, diferentes saberes e educadores
  • políticas públicas e ações locais
Os Projetos de Trabalho favorecem a organização de um currículo integrado, não fragmentado, sem o isolamento das disciplinas; a produção e circulação de informações por diferentes meios e fontes; o papel do professor como problematizador; o diálogo e a atitude de escuta; a auto direção do aluno e a avaliação enquanto referência de avanço educativo para alunos e professores.

O tema de um Projeto pode ser escolhido a partir:
● de uma experiência comum do grupo
● do currículo formal
● de fatos da atualidade, eventos de impacto, fatos do cotidiano
● de datas comemorativas
● de uma questão pendente de outro projeto
● de um tema proposto pela professora ou pelos alunos

Seu desenvolvimento implica em:
● Levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes, das suas curiosidades, do que os alunos desejam saber e ou fazer para aprender
● Montagem de um quadro de responsabilidades, divisão de tarefas, organização do tempo, previsão das etapas
● Levantamento das fontes de informação

Planejamento do trabalho de campo
● Levantamento dos recursos disponíveis e de atividades possíveis: livros, revistas, jornais, filmes, entrevistas, passeios, visitas, bibliotecas; experimentos, fotos, músicas
● Organização de sessões de estudo: registros, relatórios, resumos, vídeos, exposições orais, seminários, debates .
● Estratégias para buscar respostas às questões e hipóteses levantadas, como um levantamento das fontes a serem investigadas

Organização de um cronograma de trabalho e da previsão de atividades ou atividade de culminância.
O fechamento do Projeto – a síntese Implica a revisão do caminho percorrido, com a organização e a análise dos materiais coletados, das contribuições recebidas, das produções feitas. É o momento de avaliação do projeto - o que os alunos sabiam, o que descobriram, o que ainda querem (ou precisam) saber – e a divulgação dos resultados para interlocutores reais através de um mural, jornal, painel, dramatização, relato oral, etc.

Organização da Memória Histórica
● Organização de dossiê, portfólio, pasta ou Cd-rom
● Elaboração de um livro, de um vídeo
● Elaboração de uma peça de teatro
● Organização de uma exposição ou de um painel
● Composição de uma música, de um álbum, de poesias
● Criação de um folder explicativo sobre o tema estudado
● Elaboração de maquetes, gráficos, etc.

Como organizar as turmas?

Todas as crianças sabem muitas coisas, só que algumas sabem coisas diferentes das outras (WEISZ, 2009). Quais alunos serão chamados a participar das atividades de Acompanhamento Pedagógico? Um trabalho criterioso de seleção deve ser realizado de forma cooperativa pelo conjunto de professores da escola, com base nas avaliações realizadas e nos registros que possuem sobre os alunos, assim como nas orientações do Programa Mais Educação. Segundo as diretrizes do referido programa deverão ser contemplados os alunos que apresentam defasagem série/idade em virtude de dificuldades de ensino e de aprendizagem; alunos das séries finais da 1ª fase do Ensino Fundamental (4º e/ou 5º anos), onde existe uma maior evasão de alunos na transição para a 2ª fase; alunos das séries finais da 2ª fase do Ensino Fundamental (8º e/ou 9º anos), onde existe um alto índice de abandonos após a conclusão; alunos de anos onde são detectados índices de evasão e/ou repetência, e assim sucessivamente. A partir dessa seleção, é necessário um olhar mais atento para cada um desses alunos, com o objetivo de traçar um diagnóstico acerca de suas necessidades e identificar possibilidades de agrupamentos diversos que contemplem também seus interesses e potencialidades. O conhecimento das características dos alunos deve servir, não para classificá-los, mas como entradas para diversificar os dispositivos didáticos (PERRENOUD, 2000, p. 193).
A formação das turmas para as atividades de acompanhamento pedagógico, portanto, não deve prender-se às turmas do horário regular e pode, sempre que possível e conveniente, mesclar alunos das diversas séries/anos, valorizando a diversidade de saberes, experiências de vida e trajetórias escolares. Nesse sentido, a mediação do educador é fundamental para promover situações e vivências para que os alunos possam se expressar livremente, sentindo-se valorizados e respeitados neste espaço diferenciado de atendimento pedagógico. Qualquer que seja o agrupamento é preciso considerar a necessidade de estratégias pedagógicas diferenciadas capazes de promover aprendizagens significativas, possibilitando a cada aluno a superação das chamadas dificuldades na aprendizagem e a maior valorização do espaço e das experiências organizadas pela escola e incentivando-o a nela permanecer. Conforme Perrenoud (2001, p. 26): “Toda situação didática proposta ou imposta uniformemente a um grupo de alunos é inadequada para uma parcela deles”. Ter atenção à diversidade como eixo básico do planejamento pedagógico é uma idéia, que embora difícil de ser operacionalizada, precisa ser entendida e aceita como fundamental no momento contemporâneo. Aulas centradas na exposição oral do educador, atividades uniformes, estratégias didáticas únicas, objetivos não explicitados, planejamentos não partilhados podem ser considerados como desencadeadores do fracasso escolar para um número significativo de alunos, conforme Rheinheimer (2008).

Fonte: Programa Mais Educação Série Mais Educação Cadernos Pedagógicos Macrocampo Acompanhamento Pedagógico.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Projeto Jornal na Escola


1. TEMA DA PROPOSTA
Criando um jornal escolar
2. JUSTIFICATIVA
Vivemos em uma sociedade globalizada a qual exige dos sujeitos que nela estão inseridos um aprimoramento constante. Para isto faz-se necessário criarmos diversas possibilidades de aprendizagem para nossos estudantes, de modo que estes construam condições de interagir nesta sociedade com autonomia e criticidade.
Sabemos que o conhecimento das letras não é suficiente para ser competente no uso da língua escrita. A língua não é um mero código para comunicação. A linguagem é um fenômeno social, estruturado de forma dinâmica e coletiva e, portanto, a escrita também deve ser vista do ponto de vista cultural e social. Para dar conta desse processo de inserção numa cultura letrada, tal como a atual, é de fundamental importância aproximarmos os estudantes da vida do mundo que o cerca.
Nesta perspectiva, entendemos que o Jornal Escolar aproxima os estudantes da vida e de seus interesses. O Jornal mobiliza os estudantes para a articulação entre as suas experiências de vida além de possibilitar o desenvolvimento da criatividade, criticidade e construção de sua autonomia.
O jornal é um importante meio de comunicação. É através dele que tomamos conhecimento de fatos importantes que acontecem no lugar onde moramos, no nosso Estado, no país e no mundo, sendo também, um excelente instrumento para o desenvolvimento e a prática da maioria dos conteúdos contidos nas áreas do conhecimento os quais são sistematizados através da educação formal, motivando a autonomia e a criatividade dos estudantes no que diz respeito á leitura e à produção textual.
Sendo assim, escrever no Jornal Escolar passa a ser uma experiência de vida para os estudantes, um fator de estímulo e motivação, que possibilita um melhor aprendizado.
3. OBJETIVO GERAL
  • O Projeto Jornal Escolar visa a superar o baixo rendimento dos alunos, a partir da melhoria da leitura e da escrita, bem como estimular a expressão oral e produção textual. As matérias publicadas incluem tipos e gêneros textuais diferentes, presentes no convívio social e na vida do aluno: artigos de opinião, poesias, notícias, concursos, acrósticos, charges, dicas (saúde, esporte, trabalho, vivências), recados, bilhetes, cartas, crônicas, contos, diários, receitas, entrevistas, histórias em quadrinhos, resenhas (livros, filmes), adivinhações, charadas, desafios matemáticos etc.
4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  • Possibilitar os estudantes a utilização de diversas linguagens;
  • Desenvolver a linguagem oral e escrita;
  • Promover o espírito cooperativo e de valorização do outro;
  • Possibilitar a comunicação com a comunidade escolar e local;
  • Desenvolver o gosto pela leitura e produção textual;
  • Utilizar novas tecnologias de informação;
  • Promover hábitos de pesquisa (na Internet e não só) para um maior enriquecimento cultural;
  • Valorizar a interdisciplinaridade;
  • Despertar nos estudantes a curiosidade, criatividade, etc;
  • Envolver a comunidade escolar veiculando as informações e acontecimentos mais importantes ocorridos tanto na escola quanto na comunidade em geral;
  • Desenvolver a livre expressão de crianças e adolescentes;
  • Otimizar a sociabilização e o trabalho em equipe;
  • Realizar a leitura crítica do mundo.
5. PÚBLICO A SER ENVOLVIDO:
  • Estudantes das Escolas com Mais Educação na Rede Municipal de Ensino de Alagoinhas;
  • Professores, Equipe Gestora, Articuladores e demais Servidores da Escola;
  • Pais dos alunos e a Comunidade local.
6. MÍDIAS A SEREM UTILIZADAS:
  • Jornais on-line;
  • Jornais, livros e textos impressos;
  • Revistas impressas e on-line;
  • Outras mídias que se fizerem necessárias para subsidiar a temática trabalhada no Jornal a ser produzido.
7. PROPOSTA PRELIMINAR.
Inicialmente, realizar palestras com o corpo docente, discente e demais servidores da UE, com o objetivo de sensibilizar para a importância de trabalharmos com o Jornal Escolar apresentando suas vantagens pedagógicas, psicológicas e sociais.
Estudar e pesquisar sobre as diversas fases que constitui a construção de um Jornal e seus desafios (como escolher os conteúdos, como aprimorá-los, como selecionar as produções que serão publicadas; definir o Projeto Editorial – periodicidade, quantidade de páginas, triagem, definição da forma de publicação do jornal (impresso ou on-line), qualidade da impressão).
8. DINÂMICAS DA ATIVIDADE
  • Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads1 e temáticas abordadas;
  • Trabalhar o jornal em todas as turmas de estudantes, de acordo com os objetivos definidos no projeto pedagógico da escola. Quando o exemplar for distribuído aos estudantes, serão realizadas atividades diversificadas, que vão desde a leitura das imagens à produção de cartas do leitor e artigos de opinião.
  • Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;
  • Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
  • Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;
  • Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;
  • Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;
  • Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;
  • Incentivar a produção de cartas do leitor ou artigos de opinião sobre um problema da comunidade escolar ou do entorno da escola para publicação em um jornal local.
8. ETAPAS PARA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
Passos importantes para o sucesso na criação e manutenção do jornal:
  1. sensibilizar professores, estudantes e demais membros da comunidade escolar e local;
  2. escolher um professor-coordenador;
  3. definir a equipe revisora das matérias do jornal;
  4. envolver toda a comunidade escolar na escolha do nome do jornal;
  5. buscar apoio para sua publicação junto a entidades diversas e a Secretaria Municipal de Educação;
  6. caso não haja apoio extra-escolar, buscar apoio dentro da escola, junto ao conselho escolar, pais, estudantes e grêmio estudantil;
  7. incentivar a produção de tipos e gêneros textuais diferentes;
  8. estabelecer prazos para a produção e entrega das matérias à coordenação do jornal.
9. PERÍODO DA UTILIZAÇÃO
Este projeto deverá ser desenvolvido durante todo o ano letivo.
10. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE
Participação dos estudantes nos trabalhos realizados e nas discussões em classe, bem como o respeito às opiniões dos outros;
Avaliação das matérias apresentadas: coerência, criatividade e senso crítico;
Avaliação da leitura e da escrita, bem como da expressão oral e produção textual.
11. RESULTADOS
Este é um projeto muito positivo que certamente proporcionará bons resultados à escola, oportunizando o desenvolvimento de um trabalho a partir das próprias ideias dos estudantes, aproximando-os da leitura e da escrita. Outro grande diferencial é a diversificação na metodologia de trabalho em sala de aula devido à diversidade de textos que serão explorados, possibilitando o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes.
Acreditamos também que, com o projeto, os estudantes estarão mais interessados e receptivos ao trabalho com o jornal. Para eles, o jornal pode ser muito significativo e atrativo. Para alguns, o mais interessante poderá ver a publicação dos textos de sua autoria e dos colegas de sala; para outros, as atividades certamente serão bastante prazerosas, especialmente os desafios, cruzadinhas, caça-palavras, piadas, adivinhações, jogo dos sete erros, pinturas e charadas.
12. REFERÊNCIAS DO MATERIAL PESQUISADO
Revistas impressas diversas.
Livros didáticos, principalmente da área de ciências, biologia e geografia.
Guia do Jornal escolar - PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO - Ministério da Educação e Cultura – MEC
1 - O lead (ou, na forma aportuguesada, lide) é, em jornalismo, a primeira parte de uma notícia, geralmente posta em destaque relativo, que fornece ao leitor a informação básica sobre o tema e pretende prender-lhe o interesse. É uma expressão inglesa que significa “guia” ou "o que vem à frente".
Na teoria do jornalismo, as seis perguntas básicas do lead devem ser respondidas na elaboração de uma matéria; São elas: "O quê?", "Quem?", "Quando?", "Onde?", "Como?", e "Por quê?". O lead, portanto, deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre.